Como surgiu o Instituto Dança Viva

Em janeiro de 2006, um sonho começou a se realizar, um sonho que ficou por muitos anos escondido devido a minha dedicação como agricultor na Empresa Terra Viva, empresa a qual ajudei a fundar e trabalhei por mais de 45 anos como agricultor e empresário. Porém a partir de janeiro de 2006 eu ganhei a licença da Terra Viva para me dedicar por completo para as danças.

foto Petrus

A minha história com as danças começou cedo, aos 15 anos eu vim para o Brasil com meus pais, 6 irmãos e 4 irmãs, fomos morar em Holambra, que naquela época era ainda uma cooperativa de agricultores holandeses, não tínhamos energia elétrica nos sítios, somente na sede da cooperativa devido a um gerador, a diversão era pouca, uma vez por mês havia um baile onde eu sempre me divertia muitíssimo, lá um senhor as vezes dava aula e depois nós praticávamos nos bailes mensalmente, foi assim que eu aprendi a dançar.

Quando eu tinha 18 anos, este senhor parou de dar aulas de dança, e como brincadeira eu comentei que eu iria dar estas aulas, e por incrível que pareça as pessoas começaram a me questionar sobre quando estas aulas iriam começar, minha sorte foi que havia alguns livrinhos de dança de salão na biblioteca da cooperativa e com estes livrinhos nas mãos eu, juntamente com um amigo, começamos a dar aulas. A partir disso a cada ano, mais ou menos, se formava um grupo de jovens que gostariam de aprender as danças de salão, e eu os ensinava.

Cerca de 30 anos atrás, a comunidade local me pediu para reiniciar as danças folclóricas Holandesas também, uma vez que éramos uma comunidade holandesa. Até aquele momento nunca havia tido contato com estas danças, porém com apoio de mais pessoas obtive um disco e um livro que ensinava coreografias das danças folclóricas. Logo um novo grupo se formou e começamos a ensaiar, eu devo confessar que estas danças me conquistaram! a partir deste momento, todo o tempo livre que eu tinha era dedicado a estudar e ensinar danças. Coincidência ou não, naquela época, eu viajava todos os anos para a Holanda a trabalho, e aproveitava para aprender as danças com grupos especializados de lá, e para comprar discos e livros de danças folclóricas holandesas.

Um mundo novo se abria para mim! Fui conhecer uma fundação na Holanda, e fiquei impressionado com a riqueza das danças tanto em quantidade e em qualidade. E fui, aos poucos comprando todos os livros e discos que eles tinham sobre o folclore da Holanda, mais tarde sobre danças para crianças, de 3° idade e danças de outros países. Até hoje continuo comprando!

O inicio da Expoflora à 25 anos atrás, deu as danças folclóricas holandesas uma vitrine, elas foram muito bem recebidas pelos visitantes, e devido a isso cada vez mais jovens se interessavam em participar dos grupos de dança folclórica. Hoje contamos com 10 grupos com mais de 300 jovens dançando, que sabem dançar mais de 200 coreografias diferentes.

A cerca de 10 anos atrás, a Terra Viva me convidou para, dentro da responsabilidade social da empresa, dar aulas de danças internacionais para filhos dos colaboradores da empresa, com idades de 10 a 15 anos. Com a ajuda de voluntários começamos a formar os grupos, 6 no total e cada grupo é composto por cerca de 40 crianças e jovens.


Antes disso, a convite da Escola Monsenhor Nora de Mogi Mirim, que é também um centro de estudo de línguas, fui dar aulas de danças francesas; Até hoje a escola mantém um grupo de danças francesas. Também aqui em Holambra, eu fui dar aulas de danças folcloricas internacionais para uma escola pública durante muitos anos.

Com isso, as danças foram ficando cada vez mais presentes na minha vida, e eu fui cada vez me afastando mais da parte agrícola e empresarial da empresa, e depois de alguns anos me dividindo entre os 2, eu passei a me dedicar 100% do meu tempo para as danças, e assim realizar um sonho de espalhar as danças pelo Brasil afora, assim surgiu o Instituto Dança Viva.

marca dancaViva pequeno 1 2 3 4

Durante todos estes anos, eu pude experimentar e praticar a riqueza que estão embutidos nas danças folclóricas e nas danças circulares dos povos. Com esta prática comecei vários projetos diferentes, um deles com um grupo de 3a idade de cerca de 15 pessoas em Santo Antonio de Posse, uma cidade vizinha, e hoje são 4 grupos com mais de 100 participantes. Também eu criei coragem de aplicar estas danças numa “escola” APAE, em Vargem Grande do Sul, e as mudanças dentro e fora da sala de aula foram enormes, a diretora da escola chamou isso inclusive de milagre e este milagre acontece quando todos se dão as mãos e começam a dançar em roda, num ritmo contagiante e com passos simples.

Um brande abraço,

Petrus Schoenmaker

Petrus e Anna Maria

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